Carne ‘imprópria’ de frigorífico da JBS em Rondônia foi apreendida em Santana de Parnaíba

Divulgação
O Ministério Público do Estado de Rondônia e a Polícia Civil, por meio da Promotoria de Justiça e Delegacia da Comarca de Pimenta Bueno, com apoio do GAECO, deflagraram a Operação Hiena, cumprindo mandados de buscas e imposição de medidas cautelares expedidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca, nas dependências do Frigorífico JBS – Filial Pimenta Bueno, dentre elas a proibição de acesso às dependências do frigorífico e monitoramento eletrônico, em desfavor de dois gerentes.

A Operação é desdobramento das investigações que apuram crime de perigo comum, saúde pública, integridade física e meio ambiente, praticados a partir do vazamento de amônia nas dependências do Frigorífico JBS S/A, no município de Pimenta Bueno, ocorrido no dia 15 de fevereiro, intoxicando 25 colaboradores da JBS, com amônia, que apresentam quadro de dispneia, dificuldade para respirar, inconsciência, entre outros sintomas graves.

De acordo com o apurado, a estrutura metálica de uma das câmaras frias do estabelecimento cedeu, por excesso de peso, resultando no rompimento dos dutos de amônia utilizada para refrigeração e queda de 150 meias carcaças bovinas, que foram expostas ao agente químico contaminante.

Ainda, a carne caiu ao solo, foi arrastada, amontada, lavada, acondicionada em outras câmaras frias e despachada para Santana de Parnaíba, à revelia dos Auditores de Inspeção Federal, destinando-a ao consumo humano, em desacordo com as normas de segurança alimentar da cadeia de produção.

Os indícios coletados até o momento apontam que documentos foram produzidos com a finalidade de alterar a verdade dos fatos, na tentativa de dar cobertura ao encaminhamento de carne para o consumo humano de forma ilegal, apontando para a prática de crimes de Falsidade Documental.

A carne foi apreendida em Santana de Parnaíba-SP, em outra ação cautelar ajuizada em defesa da saúde do consumidor, que tramita na 2ª Vara Cível de Pimenta Bueno.

O outro lado

Em nota, a JBS esclareceu que o lote de carnes, mencionada pelo MP, não foi comercializado e que todas as informações necessárias estão sendo dadas às autoridades.

“A JBS reitera que seu compromisso com a segurança e a qualidade de seus produtos é inegociável. A companhia esclarece que o lote não foi comercializado, ou seja, não foi destinado ao consumo humano. A JBS está prestando todas as informações às autoridades.”

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