Doleiro Funaro lista motivos para Supremo anular delação da JBS

O Antagonista

O doleiro Lúcio Funaro entregou à PGR uma lista de motivos para anular o acordo de delação premiada dos irmãos batista, da JBS. A discussão sobre a validade da colaboração foi pautada para o dia 17 de junho, no Supremo.

Funaro reclama de Joesley Batista, a quem chama de “pseudo colaborador” da Justiça, por mais de dez, vezes na petição enviada à PGR. O doleiro acusa o empresário de manobrar o Judiciário para atingi-lo.

Funaro diz também que foi contratado pela JBS por R$ 20 milhões para ser mediador de uma disputa societária do Grupo J&F, dono do frigorífico, com o frigorífico Bertin.

Na versão de operador, a mediação foi convocada pela Bertin porque seus acionistas descobriram que Wesley teria lançado despesas ilegais na contabilidade da empresa, o que é negado por Wesley. Em sua delação, Funaro disse que o dinheiro foi em parte usado para subornar autoridades.

O caso está em grau de recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo, onde o dono da JBS diz que o dinheiro não é devido porque tinha fins ilegais.

Funaro ainda acusa Joesley de usar advogados do Departamento Jurídico da JBS para interesses particulares de Joesley e de empresas não integrantes do Grupo J&F. Essa acusação foi levada à Comissão de Valores Mobiliários pelo doleiro.

O argumento é o de que “a utilização de corpo técnico da companhia para interesse próprio de seu diretor produz imediato reflexo em suas contas”, mas a CVM ainda não se pronunciou.

A briga entre os dois, claro, é por dinheiro. Joesley diz que pagou propina a Funaro, que alega ter prestado serviços legítimos de consultoria e que “apenas” R$ 30 milhões, dos R$ 70 milhões ou R$ 80 milhões devidos, seriam ilegais.

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