J&F dos irmãos Batista tentou reabrir 11 vezes inquérito que não colou

Jogada agora é tentar emplacar no Rio o que não colou em São Paulo

Os irmãos Batista, controladores do Grupo J&F.

O grupo J&F tentou reabrir nada menos que 11 onze vezes o inquérito em que envolveu na Polícia Civil de São Paulo o ex-diretor institucional da rival Paper Excellence, a quem acusava até de formação de quadrilha.

O diretor foi depois contratado pela própria J&F a peso de ouro, segundo circula no meio empresarial, em circunstâncias pouco claras. Os grupos travam batalha judicial pelo controle da Eldorado Celulose, adquirido pela Paper em 2017. A J&F perdeu todas as ações que moveu nesse caso. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25) na Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O inquérito policial foi arquivado a pedido do Ministério Público de São Paulo, que o classificou como ‘natimorto’, e por decisão da juíza Márcia Oshiro, da 2ª Vara de Crimes Tributários e Organização Criminosa da capital paulista.

Em uma das tentativas para reanimar o inquérito, os representantes dos irmãos Batista colocaram em dúvida a atuação do Ministério Público e pediram para que o caso fosse avaliado pelo procurador geral do Estado, que em decisão recente teve o mesmo entendimento dos promotores e da Juíza, mantendo o inquérito arquivado.

Agora os irmãos Batista tentam repetir a estratégia no Rio, onde fizeram uma denúncia criminal contra um dos árbitros. Por lá o inquérito também foi arquivado por recomendação do Ministério Público, mas a J&F, mais uma vez, pediu que a decisão fosse levada ao procurador geral do Estado, Bruno Dubeux. A artimanha não colou em São Paulo, mas quem sabe cola no Rio?

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